Semba e Bola no Pé - Futebol Africano
   CAF indica candidatos ao prêmio de melhor jogador africano

A CAF (Confederação Africana de Futebol) indicou os cinco finalistas ao prêmio de melhor jogador africano de 2007. Em ordem alfabética:

Didier Drogba (Costa do Marfim) - atacante revelado no Levallois, da quarta divisão francesa, e hoje atacante titular do Chelsea, da Inglaterra. Atual detentor do título de melhor jogador africano.

Emmanuel Adebayor (Togo) - atacante surgido nas equipes de base do Metz, da França, e hoje camisa nº 25 do Arsenal inglês.

Frederic Kanoute (Mali) - atacante malinês nascido em Sainte-Foy-lès-Lyon, na França. Começou no Olympique de Lyon e chegou a defender a seleção francesa sub-21. Hoje defende o Sevilla, da Espanha.

Mamadou Diarra (Mali) - volante nascido em Bamako, capital malinesa, e revelado no CSK Bamako. Joga desde 2006 no Real Madrid, onde herdou a camisa 6 que era de Iván Helguera.

Michael Essien (Gana) - meio-campista que começou a carreira no Liberty Professionals, de Gana. Defende o Chelsea, da Inglaterra, desde 2005.

Apenas os técnicos das seleções filiadas à CAF têm direito a voto nesta eleição. O resultado será divulgado na entrega do prêmio, dia 1º de fevereiro de 2008, em Lomé (Togo). Meu palpite: Mamadou Diarra.

Abaixo, todos os vencedores deste prêmio, criado em 1993.



Escrito por Carlos Mangualde às 00h45
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   Melhor jogador africano: retrospectiva

Os jogadores premiados como melhor jogador africano, ano a ano:

1993 - Rashidi Yekini (Nigéria, atleta do Vitória de Setúbal, de Portugal)
1994 - Emmanuel Amunike (Nigéria, jogava no Zamalek, do Egito, e depois no Sporting, de Portugal)
1995 - George Weah (Libéria, atleta do Milan, da Itália)
1996 - Nwankwo Kanu (Nigéria, jogava no Ajax, da Holanda, e depois na Internazionale, da Itália)
1997 - Victor Ikpeba (Nigéria, que atuava no Monaco, time monegasco que disputa os campeonatos franceses)
1998 - Mustapha Hadji (Marrocos, do La Coruña, da Espanha)
1999 - Nwankwo Kanu (Nigéria, agora no Arsenal, da Inglaterra)
2000 - Patrick Mboma (Camarões, do Parma, da Itália)
2001 - El Hadji Diouf (Senegal, do Lens, da França)
2002 - El Hadji Diouf (Senegal, do Lens, da França, e do britânico Liverpool)
2003 - Samuel Eto'o (Camarões, do Mallorca, da Espanha)
2004 - Samuel Eto'o (Camarões, do Mallorca e do Barcelona, ambos espanhóis)
2005 - Samuel Eto'o (Camarões e Barcelona, Espanha)
2006 - Didier Drogba (Costa do Marfim e atacante do Chelsea, da Inglaterra)

Acima, os cinco finalistas para o prêmio de 2007.



Escrito por Carlos Mangualde às 00h44
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Boca Juniors elimina Etoile du Sahel

O argentino Boca Juniors eliminou na manhã desta quarta-feira (horário de Brasília) o tunisiano Etoile du Sahel do Mundial de Clubes da Fifa. Os sul-americanos venceram por 1 a 0, gol marcado pelo meia Neri Cardozo, de 21 anos, aos 37 min do primeiro tempo.

O gol do Boca:

 

Não foi um jogo fácil: "Boca Juniors sofre, mas bate Etoile e vai à final do Mundial", relatou o UOL Esporte. Não consegui ver tudo, mas os argentinos ficaram com um a menos aos 19 min do segundo tempo, com a expulsão de Fabian Vargas.

Étoile Sportive du SahelVi dois destaques no time africano: o meia tunisiano Afouène Gharbi e o atacante Gilson Silva, de 20 anos, revelado no Botafogo - não no carioca, mas no de Cabo Verde, onde nasceu.

O tradicional Boca Juniors, fundado em 1905, detentor de três títulos mundiais, seis da Libertadores e 22 campeonatos argentinos, jogará domingo pelo título mundial contra o vencedor do jogo entre o italiano Milan e o japonês Urawa Red Diamonds.

Já ao Etoile du Sahel, fundado em 1925, detentor de uma Liga dos Campeões Africanos (em 2007) e nove campeonatos tunisianos, resta jogar no sábado pelo terceiro lugar, mantendo assim a mesma posição alcançada pelo representate africano em 2006 (o egípcio Al Ahly).



Categoria: Mundial de Clubes
Escrito por Carlos Mangualde às 10h54
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Eliminatórias: Grupo 7


Costa do Marfim é cabeça-de-chave e único do grupo a ter disputado uma Copa do Mundo, 19º na Alemanha-2006 (1 x 2 Argentina, 1 x 2 Holanda e 3 x 2 Sérvia e Montenegro). Também é a única da chave a ter vencido o torneio continental, em 1992 (numa vítória nos pênaltis sobre Gana por 11 a 10, após 0 a 0 nos 120 minutos). Mais do que nunca terem vencido a Copa das Nações Africanas, dois de seus rivais, Botsuana e Madagáscar, jamais a disputaram. Moçambique participou de uma única edição: 14º lugar (penúltimo) em 1996.

(Abaixo, os melhores momentos e os gols da sensacional vitória da Costa de Marfim sobre Sérvia e Montenegro por 3 a 2 na Alemanha-2006; os europeus abriram 2 a 0 de vantagem.)

 

Costa do Marfim (quarto lugar no ranking da CAF): os marfinenses vêm de bons resultados. São os atuais vice-campeões continentais (perderam a final para os anfitriões egípcios nos pênaltis, 4 a 2, também após 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação). Nas eliminatórias para a Copa das Nações Africanas-2008, teve três vitórias, um empate, nenhuma derrota, 13 gols marcados, nenhum sofrido.

Moçambique (15º no ranking da CAF): teve um péssimo desempenho nas eliminatórias para a última Copa do Mundo: duas derrotas para Guiné (em casa e fora), e a conseqüente eliminação no playoff preliminar. Fez uma campanha razoável nas eliminatórias para Gana-2008: duas vitórias, três empates e uma derrota. Entretanto, ficou atrás do forte Senegal e mais uma vez não disputa o torneio continental.

Botsuana (25º no ranking da CAF): não vem de boas campanhas. nas eliminatórias para Alemanha-2006, ficou em quinto lugar (em um grupo de seis), à frente apenas de Maláui. Com duas vitórias, um empate e três derrotas, ficou em último lugar em seu grupo nas eliminatórias para a Copa das Nações Africanas-2008.

Madagáscar (42º no ranking da CAF): o mais fraco da chave. Caiu no grupo da Costa de Marfim nas eliminatórias para Gana-2008 e perdeu em casa (0 a 3) e fora (0 a 5). Nas eliminatórias para o Mundial de 2006, caiu diante de Benin no playoff preliminar e não ficou entre os 30 finalistas. 

Meu palpite: Costa do Marfim, com antecedência, e Moçambique, entre os melhores segundos colocados, avançam.



Categoria: Copa do Mundo
Escrito por Carlos Mangualde às 23h26
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Estrela do Etoile brilha, e time pasa pelo Pachuca

O tunisiano Etoile du Sahel venceu nesta madrugada o mexicano Pachuca por 1 a 0 e avançou à semifinal do Mundial de Clubes. Agora, enfrenta às 8h30 desta quarta (horário de Brasília) o argentino Boca Juniors.

O Pachuca era o favorito ao jogo de hoje. Teve dois títulos internacionais (Copa Sul-Americana-2006 e Copa dos Campeões da Concacaf-2007) e dois nacionais nos últimos dois anos. O México tem dois campeonatos nacionais por ano, um que inicia a temporada (Apertura) e um que encerra (Clausura). O Pachuca venceu o Clausura de 2005-06 e de 2006-07. Neste último, eu estava no México no dia da decisão e vi a partida (pela TV): empate eletrizante em 1 a 1 com o América - o Pachuca havia vencido o jogo de ida por 2 a 1, e ficou com o título.

O que sobrou em energia e vontade aos mexicanos naquele jogo faltou neste. Estavam tranqüilos demais, como se a vitória fosse inevitável. Não tinham pressa: demoravam para cobrar as faltas, para se levantar quando caíam, reclamavam muito, enrolavam.

Os mexicanos tinha menos posse de bola, mas era mais eficiente. Dava chutes mais perigosos, mandou uma bola no travessão no primeiro tempo e teve um gol corretamente anulado, por impedimento, aos 28 min do segundo tempo, no rebote de uma falta.

Os dois nomes do jogar eram do Pachuca: o goleiro colombiano Miguel "El Condor" Calero, que não soltava uma bola, e o meia-atacante argentino Christian "El Chaco" Giménez (ex-Boca Juniors). Eram dele que saíam os lances mais perigosos, principalmente nas faltas e escanteios.

Os africanos não tinham um destaque individual, mas tocavam muito a bola. Eram mais rápidos. Corriam muito, buscavam bolas perdidas, chutavam bastante, mesmo quando, aparentemente, não havia chance de gol. Apertavam os mexicanos na saída de bola. Pareciam ter mais vontade.

E o lance do gol uniu velocidade, coleitividade e um chute despretensioso. Aos 40 min da etapa final, em uma jogada em que quatro jogadores do ataque do Etoile participaram, mas que nenhum deles deu mais de dois toques seguidos nela (era pegar a bola e passar para outro companheiro), o ganense nascido no Níger Moussa Narry, de 21 anos, chutou de fora da área. A bola desviou em Leobardo López e entrou.

Só aí, quando já perdia por 1 a 0 e faltavam cinco minutos para o final do jogo, o técnico do Pachuca fez a primeira substituição (depois, faria outra). Parecia estar certo de que o jogo iria para a prorrogação. Mas aí era tarde demais.

O gol de Moussa Narry:


ps - Etoile du Sahel significa "Estrela de Sahel". O Sahel é a região da África situada entre o deserto do Sahara e as terras mais férteis a sul. Normalmente, incluem-se no Sahel: Burkina Fasso, Chade, Djibouti, Eritréia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Níger, a parte norte da Nigéria, Senegal, Somália e Sudão. Às vezes, usa-se este termo para designar os países da África ocidental. A Tunísia não fica no Sahel: fica no norte da África, próxima da Europa.

ps 2 - fotos do jogo: aqui (álbum do UOL Esporte).



Categoria: Mundial de Clubes
Escrito por Carlos Mangualde às 11h25
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