Etoile du Sahel fica em 4º lugar; valeu a pena?
Após empate por 2 a 2 no tempo normal, o tunisiano Etoile du Sahel perdeu hoje para o japonês Urawa Red Diamonds por 4 a 2 nos pênaltis e ficou com o quarto lugar no Mundial de Clubes da Fifa.
Vi, recentemente, blogueiros esportivos e amigos dizendo que o atual Mundial da Fifa é muito fraco, que só a final vale mesmo a pena (a de hoje, aliás, foi um jogão: Milan 4 x 2 Boca Juniors).
Concordo em partes.
Parte 1: a qualidade técnica. Sim, foi mais um ano de apresentações sofríveis. Mesmo a decisão do terceiro lugar, postas de lado o lindo chute na trave e os dois belos gols de cabeça do brasileiro Washington, do Urawa. O primeiro gol do Etoile surgiu de uma falha de um zagueiro japonês. O segundo foi um lance digno de um churrasco em família num domingão com todo mundo jogando bêbado e dando risada: abaixo da crítica.
(Abaixo. os melhores momentos da vitória do Urawa sobre o Etoile.)
Parte 2: o Mundial de Clubes deveria ser disputado apenas por um representante da Uefa e outro da Conmebol. Discordo. Acho que a ampliação da representação de dois para seis continentes no Mundial deixa o torneio mais honesto. Não que houvesse roubalheira nos outros, mas uma boa parte do mundo sequer podia sonhar em disputá-lo. Agora, times como o Albuquerque Asylum, o Primeiro de Agosto, o Gaza Sports Club ou o Madang Besta. Ou mesmo times de expressão razoável, como o Kashima Antlers, atual campeão japonês, ou os representantes mexicanos.
Me chamaram de romântico. Mas, de fato, acredito que os times, todos eles, têm direito a poder sonhar em disputar este título. Isto não aumenta, necessariamente, o espetáculo que é apresentado em campo - com o tempo, talvez. Mas penso que aumenta o prestígio da competição, bem como o da Fifa: entidade que oferece a oportunidade de dois título mundiais (a Copa do Mundo de seleções e o Mundial de Clubes) a 208 nações associadas (a ONU tem 192 membros e o Comitê Olímpico Internacional, 205).
Escrito por Carlos Mangualde às 23h10
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